EXCEDENTES HUMANOS
Proposta para exportar persoas presas
31 de Xaneiro de 2010
"O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, propôs a exportação do excedente de presos para o México, como solução para a sobrelotação dos estabelecimentos prisionais do EUA", informa esquerda.net.
Para resolver o problema das prisões sobrelotadas, o Governador da Califórina sugere que se exportem os presos e assim se economize o dinheiro que seria gasto com prisões, para aplicar no sector da Educação. A solução foi encontrada, e proposta esta semana, por Arnold Schwarzenegger que pretende enviar o excedente de presos do Estado norte-americano para o México.
"Nós podemos fazer muito melhor no próprio sistema prisional se pudermos pegar nos reclusos, por exemplo, os 20 mil reclusos que são imigrantes ilegais, e levá-los para o México", disse Schwarzenegger, citado pelo Los Angeles Times, respondendo a uma questão durante uma sessão no Clube de Imprensa de Sacramento. "Pensem nisso", acrescentou.
O actor austríaco, do partido Republicano, defende que a medida para aliviar o sistema prisional permite também reduzir os gastos com as prisões, argumentando que seria ainda uma maneira de os Estados Unidos “ficarem livres” de milhares de presos que entraram ilegalmente no país.
Schwarzenegger diz que "a iniciativa não seria assim tão má" para o México, uma vez que "pagaríamos para construir a prisão no país", sublinhou. Com a vantagem, neste caso para os EUA, de evitar os custos de manutenção de um novo estabelecimento prisional na Califórnia.
Pressionado sobre este assunto, Aaron McLear, o porta-voz do governador, acabou por declarar posteriormente que a solução avançada por Schwarzenegger não constituia uma proposta formal - "Para ele, esta é apenas uma ideia interessante sobre a qual deveremos falar", disse McLear, acrescentando que "os gastos estão fora de controlo sobre as prisões".
As prisões da Califórnia foram criadas para receber 84 mil pessoas, mas actualmente albergam quase 160 mil, segundo as informações adiantadas pelo Expresso. Como as celas não comportam tantas pessoas, o excedente está alojado em beliches de três camas em ginásios, corredores e outros locais onde alguns acabam por morrer por falta de assistência médica.
A situação é preocupante, o que levou as autoridades norte-americanas a iniciarem na passada segunda-feira um plano que prevê a libertação antes de tempo de presos de "baixo risco".
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