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Querela contra o exército francês por denegaçom de auxílio


63 persoas migrantes mortas no Mediterráne
12/04/2012

Um ano despois da tragédia que se saldou com a morte de 63 migrantes que fugiam do conflito de Líbia, 4 superviventes, com o apoio de várias ONGs, apresentarom umha denúncia na França por presumível responsabilidade do exército francés em denegaçom de auxílio em situaçom de perigo. Um navio espanhol poderia estar também implicado.

Em março de 2011, 72 persoas de diversas origens (Etiópia, Eritreia, Nigéria, Ghana e o Sudám) partirom numha embarcaçom rumo às costas italianas. Poucas horas depois da partida, um aviom francés sobrevoou o bote e informou as autoridades italianas da sua localizaçom. Para as persoas que iam a bordo da embarcaçom, a viagem converteu-se num pesadelo de imediato. Sem combustível, comida nem água potável, nom tardarom em perder o rumo. Enviarom umha mensagem telefónica que foi atendida por um guarda-costas italiano, que a transmitiu aos barcos que se encontravam na zona. O chamado foi repetido cada 4 horas durante dez dias. Na zona havia buques militares com equipamentos sofisticados. Alguns helicópteros sobrevoarom a embarcaçom dos migrantes sem lhes prestar auxilio. Um deles lançou umhas poucas garrafas de água e algumhas bolachas antes de ir embora.

Afinal a embarcaçom voltou às costas líbia com 11 persoas a bordo. Duas delas morrerom nos dias posteriores.

A tragédia causada pola indiferença das forças europeias presentes na zona em missom militar da NATO, é objecto agora de denúncia no Trbunal de Grande Instance de Paris, especializado em casos militares, por falta de assistência a persoas em situaçom de perigo

Fonte: FIDH

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